Projeto classifica retirada de garras de gatos como crime de maus-tratos de animais

 Pena prevista é detenção de três meses a um ano e multa


Najara Araújo/Câmara dos Deputados
Deputado Fred Costa discursa no Plenário da Câmara. Ele está em pé e usa máscara de proteção facial
Costa: o procedimento é cruel e causa diversas dores secundárias e permanentes

O Projeto de Lei 5292/20 classifica como crime de maus-tratos de animais a realização da cirurgia de retirada completa das garras de felinos – a onicectomia. A proposta inclui a medida na Lei de Crimes Ambientais, que hoje prevê pena de detenção de três meses a um ano e multa para quem praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais.

O texto foi apresentado à Câmara pelo deputado Fred Costa (Patriota-MG).

Ele lembra que a onicectomia já foi proibida no Brasil em 2008, por meio da Resolução 877 do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) e é formalmente considerada crime por diversos países europeus e estados norte-americanos, mas que ainda assim muitos tutores optam pela cirurgia a fim de evitar arranhões e a destruição de móveis por gatos domésticos.

“O objetivo do projeto de lei é garantir que a realização de onicectomia seja taxativamente classificada como crime de maus-tratos, dando segurança jurídica para a aplicação das penas previstas na Lei de Crimes Ambientais”, argumenta Fred Costa.

Procedimento cruel
O parlamentar acrescenta que o procedimento é prejudicial ao bem-estar dos gatos, que utilizam apenas as falanges de seus membros inferiores para se locomover, mantendo todos os músculos e órgãos alinhados.

“A unha de um gato faz parte do último osso da pata, a falangeta. Para que as garras não voltem a crescer, na cirurgia de onicectomia, os veterinários amputam toda essa estrutura, que, além das garras, possui tendões, nervos e vasos sanguíneos", explica Costa.

"Esse cruel procedimento provoca, além do trauma cirúrgico, diversas dores secundárias que acompanharão o animal por toda a vida, pois, para compensar a disfunção decorrente da retirada das falangetas, o animal passa a se locomover de uma forma não natural, sobrecarregando outros membros de seu corpo”, acrescenta.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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About Julio Take

Júlio Take, nasceu em Maringá-Paraná em 1967. Teve a primeira experiência profissinal em 1986, no O Jornal de Maringá. após essa primeira experiencia, trabalhou um tempo em Cascavel e Foz do Iguaçu. Após alguns anos militando na imprensa da região oeste do estado do Paraná, foi convidado a integrar a equipe da Agência de Notícias News.

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