Comissão externa deve propor leis que combatam o racismo estrutural

 Deputados estiveram em Porto Alegre com movimentos sociais e familiares do consumidor João Alberto, assassinado dentro de um supermercado da rede Carrefour


Júlia Flores
Deputados da comissão externa se reuniram com representantes dos movimentos sociais e com a bancada de vereadores negros na Câmara Municipal de Porto Alegre

A comissão externa de deputados federais que acompanha as investigações sobre o assassinato do consumidor João Alberto Silveira Freitas, espancado até a morte por seguranças de um supermercado da rede Carrefour em Porto Alegre, esteve na terça-feira (1) na capital gaúcha.

Os parlamentares prestaram solidariedade ao pai da vítima, João Batista, e à sua companheira, Milena Borges Alves, e se reuniram com movimentos sociais e com a bancada de vereadores negros de Porto Alegre.

Segundo o coordenador da comissão, deputado Damião Feliciano, o pai de João Alberto, mesmo muito consternado, apoiou a formulação de leis que combatam o racismo estrutural.

“Para que possa o Brasil formatar leis e mecanismos para diminuir o racismo institucional e o racismo estrutural. Depois nós conversamos com umas trinta entidades antirracistas, com as vereadoras negras eleitas lá em Porto Alegre e aí nós fizemos um apanhado importante para que a gente possa, com essa comissão, dar subsídios para que a gente possa formatar leis importantes”, disse.

Denúncia
O deputado Bira do Pindaré , integrante da comissão, destacou dois momentos desses primeiros encontros: uma denúncia, por parte da família, e uma reivindicação, por parte dos movimentos sociais.

“Existe uma insistência de querer investigar os antecedentes do João Alberto, coisa que não está mais em julgamento, porque ele já morreu, então não tem mais nenhum sentido esse tipo de abordagem. E o segundo ponto, fruto da discussão com as entidades e com os parlamentares negros e negras aqui de Porto Alegre, é no sentido de que a gente possa ter a responsabilização do Carrefour, e aí precisamos ter uma legislação que enfrente a questão do racismo institucional”, observou o deputado.

A comissão externa também teve audiências com autoridades como o governador gaúcho, Eduardo Leite; o secretário estadual de Segurança Pública e vice-governador, delegado Ranolfo Vieira Júnior; o defensor público geral do Rio Grande do Sul, Antônio Flávio de Oliveira; e o procurador geral de justiça estado, Fabiano Dallazen.

Os deputados se reuniram, ainda, com a chefe da Polícia Civil, Nadine Anflor, e com o comandante geral da Polícia Militar do Estado, coronel Rodrigo Picon.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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About Julio Take

Júlio Take, nasceu em Maringá-Paraná em 1967. Teve a primeira experiência profissinal em 1986, no O Jornal de Maringá. após essa primeira experiencia, trabalhou um tempo em Cascavel e Foz do Iguaçu. Após alguns anos militando na imprensa da região oeste do estado do Paraná, foi convidado a integrar a equipe da Agência de Notícias News.

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