Como algumas das mulheres na região noroeste vão se comportar, no parlamento, se forem eleitas


 

Nos últimos dias, as mulheres estão ocupando o centro do debate político no Brasil, pois a justiça eleitoral determinou que 30% das vagas partidárias disponíveis terão que ser ocupada pelas mulheres.   

A impressão é que, desta vez, o judiciário vai acompanhar o pleito mais de perto e não vai permitir que as candidaturas das mulheres, sejam usadas como laranjas; somente para justificar e cumprir tabela.  


Na semana passada, o Blog do Take, usando as redes sócias, questionou algumas candidatas, sendo feita duas perguntas: o que as concorrentes ao cargo de vereadoras pensam sobre a mulher na política? Caso eleita, como iria exercer o mandato numa área em que a predominância é do sexo masculino?   


A preocupação dessa editoria é mostrar que as candidatas nesse pleito, estão preparadas, caso saiam das urnas eleitas.   




Michelle Duran (PSC), ela esta na disputa por uma vaga em Maringá . Ela não é iniciante na disputa, na eleição passada surgiu como candidata, pelo Partido Verde, a deputada Federal, disse que, “ainda existe preconceito com relação a mulher na militância política e é preciso quebrar esse paradigma, pelo menos é dessa forma que vejo. Somos competentes e temos capacidades da mesma forma que os componentes do sexo masculino.”

  

Segundo ela, quanto o comentário é sobre a mulher na política, a participação feminina continua refletindo o desequilibro histórico nas funções públicas e a aposta, é que ser tiver igualdade nas disputas, as mulheres chegaram ao parlamento municipal em pé de igualdade com os homens.    


“Não pode existir distinção de gênero nas funções públicas. O direito tem que ser os mesmos entre homens e mulheres.”  


Dessa forma, Michelle Duran segue acreditando que o caminho para chegar à câmara municipal, não tem outra forma, é preciso enfrentar as dificuldades de uma eleição e a batalha entre sexo tem que acontecer.  “Se for possível bater de frente para defender as minhas ideias. E se for coisa errada, comigo não se vinga” - finaliza. 

 


Maiane Minson(SD) é uma outra promessa para renovar o legislativo preguiçoso e inoperante do município de Doutor Camargo, com nota zero para projeto de leis em benefícios da população.   


Mas só aparecer uma obra do governo do estado do Paraná, as velhas raposas da cidade, aparecem com cartazes  nas redes sociais, como se fosse obras da câmara municipal, quando na verdade, não se preocupam em elaborar leis para conduzir o bom andamento do  município; onde os  vereadores não apresenta projeto de lei e só se reúne uma vez por semana, para apreciar as iniciativas do executivo que na maioria não são em benefícios da população, prova da afirmação, é que o município perdeu o hospital municipal por falta de cuidado com estrutura; a administração não cuidou para mantê-los.   


A câmara de vereadores pecou pela omissão e se furtou em exercer o direito de fiscalizar as ações do atual prefeito; permitindo que o hospital municipal de Doutor Camargo, fosse fechado pelo judiciário, permitindo que a população ficasse sem atendimento no município.    


Pelo histórico de postagens na rede social, Maiane Minson demostra ter o respeito da comunidade e se for levada em consideração a sua luta, ela é uma forte candidata ao cargo de vereadora.   

 

 

Em sua visão, as mulheres estão se esforçando e mostrando que são capazes de trazer bons resultados ao meio social em que vive nas áreas da saúde, educação, segurança e no bem estar de todos.   

 

 

Em seu relato afirma que, no início, não deseja ser candidata, mas só aceitou a missão após consultar familiares e pessoas que já estão na vida pública. Com incentivo mesmas, resolveu encarar a candidatura.   

 

 

“Tentaram me tirar da disputa, mas fui atrás e não deixei me abalar. Corri pra cima e hoje estou disputando uma cadeira no legislativo de minha cidade.”  

 

 

Ela também acredita que a participação da mulher é capaz de trazer mais conquistas e vão se fazer ser ouvida no parlamento.   

 

 

“Por tudo que aconteceu nesses dois meses, acredito que tenho muito para oferecer, principalmente na área da saúde. É uma das grandes bandeiras a ser levantadas” - conclui.  

 

 


Maria Neuza Casassa(PODE) está na disputa em Cianorte,  distante de Maringá a 73 km . Como a maioria delas, acredita que a participação da mulher na vida pública é muito importante e diz que, “ ainda temos muito por conquistar.”  

 

 

Num olhar mais atencioso, ela percebe que as mulheres estão buscando a conquista de espaço, cada vez mais. “Não só na política, mas em outras ocupações e os esforços já vem dando fruto, já vem ganhando espaço na maioria das áreas.”  

 

 

Ela imagina que não é fácil exercer um mandato com tanta responsabilidade, porém se a mulher estiver preparada, com certeza, elas serão ouvidas e respeitadas por todos.  

 


 

Para a Andreia Pires(PSD), que está na disputa em Sarandi, um município que tem vários problemas estruturais, que segundo políticos tradicionais do Paraná, é uma cidade dos sonhos para um bom administrator, tem muito o que se fazer, diferente de uma cidade do porte de Maringá, onde o município caminha com as próprias pernas.   

 

 

Segundo a candidata Andreia Pires, o sexo não é importante e sim o conhecimento, responsabilidade e o respeito com as pessoas com relação a máquina pública.  

 

 

“Durante os 16 anos como servidora, adquiri um vasto conhecimento e garanto que sempre fui capaz de ser ouvida” - conclui Andreia Pires.  

 


 

Para a técnica de segurança, Lilian Ferreira (PP) na sua profissão a grande maioria são homens e por esse motivo não se sente intimidada em disputar espaço com o sexo masculino e nem amedrontada.   

 

 

Em seus relatos conta que sempre foi obrigada a assumir uma postura muito próxima da dos homens e não se sente inferiorizada em nada.  

 

 

“fui a primeira mulher a exercer a função de técnica de segurança na Cocamar, Romagnole e atualmente na prefeitura.”  

 

 

Diferente da vida profissional, onde nunca sofreu discriminação por ser mulher. Na política já é diferente.  

 

 

“Infelizmente tenho sofrido ataques de pessoas que dizem lutar por igualdade e direito, nesse caso mulheres.” - conclui. 

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Julio Take

Júlio Take, nasceu em Maringá-Paraná em 1967. Teve a primeira experiência profissinal em 1986, no O Jornal de Maringá. após essa primeira experiencia, trabalhou um tempo em Cascavel e Foz do Iguaçu. Após alguns anos militando na imprensa da região oeste do estado do Paraná, foi convidado a integrar a equipe da Agência de Notícias News.

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