Ato simbólico reforça combate ao feminicídio na Semana de Combate à Violência


“Uma lei sancionada pelo Governo do Estado, tornou a data da morte da advogada Tatiane Spitzner, 22 de julho, em Dia de Combate ao Feminicídio no Paraná”, disse a diretora da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (Sumulher), Ana Neri, no ato simbólico de combate ao feminicídio, na Praça da Catedral. A ação faz parte da Semana de Combate à Violência Contra a Mulher, iniciada na segunda, 20. Em 2019, 89 mulheres foram vítimas de feminicídio no Paraná e no primeiro trimestre deste ano, 23.

A rede de proteção à mulher de Maringá atua diariamente no combate a violência, com o trabalho realizado pela Prefeitura de Maringá, por meio da Semulher, Centro de Referência de Atendimento a Mulher Maria Mariá (Crammm), Casa-abrigo, Patrulha Maria da Penha e Delegacia Especializada da Mulher. “É com o desenvolvimento deste trabalho, com o olhar para as políticas públicas, que há a libertação de mulheres do ciclo de violência”, afirma Ana Nerry, diretora de Enfrentamento a Violência

Neste ano, a Semulher reforçou a rede proteção com “Botão do Pânico”, dispositivo móvel entregue de acordo com decisão do Poder Judiciário, acionado pelas mulheres em situação de violência doméstica quando se sentirem ameaçadas - em especial quando o agressor descumprir medidas protetivas. 

De 2017 a 2019, o Crammm realizou 5.543 atendimentos por meio de assistentes sociais, psicólogos e advogadas. Neste mesmo período, 7.214 boletins de ocorrência foram registrados pela Delegacia Especializada da Mulher e 3.081 medidas protetivas foram adotadas. Em 2020, até de junho, foram 503 novas medidas. Em casos de risco iminente de morte, a mulher é encaminhada para a Casa-abrigo de Maringá. O local temporário, de endereço sigiloso, oferece proteção e atendimento integral às vítimas 24 horas por dia.

O serviço da Patrulha Maria da Penha conta com auxílio da Guarda Municipal de Maringá. A força-tarefa especial de atenção às mulheres em situação de violência, monitora as vítimas garantindo o cumprimento das medidas protetivas. São duas equipes e viatura exclusiva para as ações. Desde que foi implantada, em setembro de 2017, a Patrulha Maria da Penha já realizou mais 2700 mandados de prisão. 
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Julio Take

Júlio Take, nasceu em Maringá-Paraná em 1967. Teve a primeira experiência profissinal em 1986, no O Jornal de Maringá. após essa primeira experiencia, trabalhou um tempo em Cascavel e Foz do Iguaçu. Após alguns anos militando na imprensa da região oeste do estado do Paraná, foi convidado a integrar a equipe da Agência de Notícias News.

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