Roteiro sobre teste rápido é feito com análise detalhada de dados


Pesquisa com testes rápidos sobre coronavírus que começa nessa quarta-feira (20) é preparada após detalhada análise de dados sobre doença em Maringá. Departamentos de Geografia e de Estatística da Universidade Estadual de Maringá (UEM) passaram uma semana analisando números de notificações de coronavírus na cidade. Por exemplo, no dia 13 de maio, foram 3.035 notificações colocadas no banco de dados e estudados por três profissionais da UEM: Oseias Martinucci e Otávio Montanher (ambos do Departamento de Geografia) e Daniele Granzotto (Departamento de Estatística). Roteiros prontos com indicações de quais residências visitar pelos pesquisadores foi entregue ontem, 18, às três universidades que fazem parte do projeto com prefeitura: UEM, Uningá e Unicesumar.


As residências a serem visitadas foram definidas por meio de “amostra aleatória simples”. Técnica comumente usada em pesquisas de várias temáticas, inclusive da área da saúde. Com isso, qualquer residência na cidade de Maringá tem possibilidade de ser selecionada.

Estudo se baseou na proporção de notificações pelas 34 Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Rotas seguidas pelas equipes a partir de amanhã foram elaboradas, em termos logísticos, do centro (região com mais casos) para a periferia. Com isso, há equipes que passarão por mais de uma área de UBS. "Também verificamos existência de residência nos pontos pré-selecionados por tecnologias de geoprocessamento. Se o ponto indicado para visita fosse uma área verde, vazio urbano ou comércio, roteiro considera a residência vizinha mais próxima", explica geógrafo Oseias Martinucci, baseado em apoio tecnológico, incluindo ferramentas e sites, como o Google Street View.


Com base nos dados da análise, agentes de Saúde fizeram visita prévia aos pontos indicados nos roteiros orientando moradores que poderão ser visitados para fazerem os testes rápidos. Pesquisadores das equipes saem às ruas com todos os dados, mapas e listas impressos e em dispositivos digitais portáteis. Como celulares e tablets, incluindo dados sobre ruas, casas e moradores. E, claro, com crachá de identificação e Equipamento de Proteção Individual (EPI).

Após a coleta de exames, os dados serão analisados pelos pesquisadores para determinar a incidência do coronavírus em Maringá. Essas informações finais serão usadas pela prefeitura de Maringá para medidas preventivas contra a doença na cidade.


Serão feitos 800 testes rápidos em quatro etapas em regiões diferentes. Cada universidade conta com cinco equipes de 3 pessoas cada uma. No total serão 45 pesquisadores divididos em 15 equipes, formadas por servidores e alunos da pós-graduação e último ano de graduação de cursos de Saúde. Testes foram enviados do Ministério da Saúde para a Secretaria Estadual de Saúde e então para Maringá. É mais uma ação da prefeitura baseada em aspectos técnicos para evitar disseminação do vírus em Maringá. Por isso, a cidade consegue bons resultados no combate ao coronavírus.

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Julio Take

Júlio Take, nasceu em Maringá-Paraná em 1967. Teve a primeira experiência profissinal em 1986, no O Jornal de Maringá. após essa primeira experiencia, trabalhou um tempo em Cascavel e Foz do Iguaçu. Após alguns anos militando na imprensa da região oeste do estado do Paraná, foi convidado a integrar a equipe da Agência de Notícias News.

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