Entrevistado pela Gazeta do Paraná em Cascavel, Carlos Moraes garante que vai “até o fim na disputa pela prefeitura e que “o tempo vai esquentar”

 Por Fernando Maleski


O jornalista, apresentador e radialista Carlos Moraes é um destes fenômenos da comunicação. Tem passagem pela TV Tarobá, TV Carimã, CATVE, Rádio Colméia e Radio Cidade. 

Esteve um tempo afastado de Cascavel, como Diretor da TV Meio Norte (Terezina/PI), foi diretor da TV Educativa do Paraná e fundador do Jornal Agora Paraná. 

Carlos Moraes domina como ninguém a oratória. Voz de locutor, pose e “jeitão” de apresentador. 

Por sinal seu destaque é como apresentador de programas opinativos sobre a política e a sociedade. A labuta frente à tela da televisão lhe projetou para a política. Em 2002 quase chegou lá.

Disputou eleição para deputado estadual e ficou na primeira suplência com 18.160 votos. Faltaram lhe menos de mil votos para chegar.

 Na eleição de 2018 nova tentativa, agora para deputado federal e acabou como o quarto mais votado em Cascavel.

“A eleição era atípica, muita gente preferiu votar em candidato de fora, como o Sargento Fahur”, comenta. 

Mas o resultado revela que o jornalista, apesar do tempo que ficou afastado de Cascavel em razão da profissão, ainda mantém sua densidade eleitoral. 

Polêmico Carlos Moraes é o segundo pré- -candidato da série de reportagens que a Gazeta do Paraná trará aos leitores, como forma de permitir que se conheça melhor a posição de cada um dos atuais pré-candidatos dispostos a desbancar o atual prefeito Leonaldo Paranhos do trono. 

Moraes é velho amigo e companheiro de outras eleições de Paranhos, mas nem por isto lhe poupa críticas ao seu estilo, mais ácidas e incisivas. 

Comunicativo e polêmico, ele topa qualquer quer ela. Moraes nestas eleições é a certeza de que haverá “tempo quente” nos debates eleitorais. E isto, por si só, coloca muito adversário a beira de um ataque, porque sua pré- -campanha nas mídias sociais já chama a atenção. 

A cada aparição solta “raios e trovões” com alguma provocação para seus adversários mais próximos. 

Faz críticas e toma posições que já chamam a atenção do eleitor e coloca o apresentador como a novidade destas eleições.

 Formado em Marketing e Propaganda e pós-graduado em Gestão Pública, ele se diz preparado para se dedicar a gestão da cidade. E avisa: “Vou ser prefeito um mandato só”. Em sua opinião não deveria existir reeleição. “Serei prefeito só uma vez. Vou colocar o que penso e realizar o que é preciso. Quatro anos são suficientes para promover as transformações que a cidade precisa. Ficar mais é só para quem é personalista e quer ficar plantando florzinha no centro e deixando buracos nos bairros. Um administrador tem que contemplar toda a cidade”, dispara. 

Avante Recém-empossado pelo partido Avante (70) como presidente do diretório municipal, Carlos Moraes aceitou o convite e a missão delegada pela velha amiga, deputada federal Marisa Lobo, presidente estadual do partido, que convidou Moraes para articular e disputar as eleições municipais, como política estratégica do Avante no Brasil que trabalha para ter candidaturas próprias em cidades com mais de 200 mil eleitores em todo o País, incluindo Cascavel. “Eu sou cascavelense, moro aqui. 

Aqui nasceu minha filha Carla Roberta, que vai se formar em Medicina, graças a Deus. Já vislumbro muito adversário querendo colocar em mim o mesmo que fizeram com o deputado Lemos, de que não mora em Cascavel. Eu convivi sempre com idas e vindas em razão da minha profissão, mas nunca deixei Cascavel. Tive que ficar nesta situação porque sou crítico, falo a verdade e tem muita gente poderosa aqui que não gosta de ouvir. Fui perseguido e para meu sustento, em razão da profissão, algumas vezes tive que estar longe, mas nunca abandonei minha cidade”, disse. 

Projeto Cheio de ideias e propostas, ele desfilou algumas durante a em Carlos Moraes garante que vai “até o fi m e que “o tempo vai esquentar” Eleições 2020 Companheiro de outras eleições do prefeito Paranhos, não poupa críticas mais ácidas aos gastos desnecessários que considera “absurdos”; diz que é contra a reeleição e será prefeito uma só vez e diz que já em fase de elaboração para o plano de governo que pretende lançar. 

“A cidade não pode ser laboratório de experiências. Vejam a Avenida Brasil. Acho que vamos ficar eternamente tendo que mexer nela. Este projeto com ônibus para desembarcar do lado esquerdo não funciona. Criou mais problemas do que solução. Vamos precisar mexer nisto. Talvez adotar solução que é corriqueira em outras grandes cidades do porte de Cascavel”, destacou. 

Moraes disse que “uma ideia que vamos estudar é inverter as mãos da Paraná e Rio Grande do Sul/Erechim para permitir a adoção de direita livre, com menos semáforos e maior fluidez para o trânsito da cidade. Possivelmente, vamos fazer voltar os ônibus para a Paraná e Rio Grande do Sul, de onde não deveriam ter saído. E para a Avenida Brasil vamos trabalhar a implantação de um ‘trem elevado’ para ligações rápidas no eixo leste/oeste. Isto, sim, é que deveria ter sido feito. Seria muito mais eficiente. Vamos, sim, ter que consertar isto o que fi zeram na Brasil. E isto vamos fazer já no primeiro mês de governo. Depois disto é menos centro e mais bairros”. Desperdício Alfineta, então, que a atual gestão pretende gastar mais uma fortuna em um novo plano de mobilidade urbana que já começa todo errado só com a contratação de uma empresa para fazer o projeto ao custo de R$ 2,7 milhões.

 “Isto é coisa que o IPC e a estrutura de planejamento da Prefeitura e da Transitar podem fazer a custo zero. É um desperdício trazer empresa de fora para achar solução para problema que é velho conhecido nosso. Estas coisas precisam acabar. Na verdade, segundo sei, isto já é coisa pronta e desenvolvida aqui e que não precisa terceirizar. Alguém vai chegar e ganhar para fazer o que já está pronto?”, questiona. 

O mesmo diz de recente licitação para contratação de empresa do ex-governador Jaime Lerner contratada por R$ 450 mil, para fazer um projeto de integração entre as áreas do Lago Municipal e do Zoológico. “Isto também já existe e os técnicos do IPC e da Secretaria de Meio Ambiente, se não tem o projeto pronto, têm condições de desenvolvê-lo a custo zero”, disse. 

 Mas o, projeto do qual fala com brilhos nos olhos, promete acabar em definitivo com a interminável fi la de espera por vaga nas creches (Cmeis) da cidade. Hoje são mais de 4 mil crianças na fi la e mães sem a possibilidade de trabalhar.

 “Vou zerar no primeiro ano de governo a fila dos Cmeis. É um projeto nos termos do homeschooling, em desenvolvimento pelo governo federal, no ministério dos Direitos Humanos que já existe e vamos implantar aqui”, prometeu. 

A proposta, segundo ele, prevê o pagamento para professores aposentados, por exemplo, para cuidarem de três ou quatro crianças até 3 anos. Ao invés de criar superestruturas, estas pessoas vão cuidar das crianças em casa, com o apoio de toda a estrutura da educação, psicólogos, pedagogos e outros profi ssionais.

 “É bom para a criança que tem cuidado especializado quase exclusivo e é bom para professores que podem trabalhar em casa e reforçar sua renda”, disse. candidatura Sobre as especulações de que sua candidatura possa não passar de “balão de ensaio” para tentar alguma outra aliança ou negociação política, vai logo avisando: “Isto não existe. Não tem voltar atrás. 

Eu assumi um compromisso com a direção nacional e estadual do Avante e vamos até o fim. Podem aguardar, porque eu vou para o debate. Vou para o enfrentamento. Vou colocar as minhas ideias para a cidade. E aguardem, porque eu vou trazer as melhores, as mais econômicas e viáveis propostas para Cascavel”.

Fonte: Gazeta do Paraná
 

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Julio Take

Júlio Take, nasceu em Maringá-Paraná em 1967. Teve a primeira experiência profissinal em 1986, no O Jornal de Maringá. após essa primeira experiencia, trabalhou um tempo em Cascavel e Foz do Iguaçu. Após alguns anos militando na imprensa da região oeste do estado do Paraná, foi convidado a integrar a equipe da Agência de Notícias News.

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