CPMI do Moro inexorável no Congresso; ex-juiz pode ter prisão decretada pelo STF

                                                                                                                                     Imagem: site 247










O Congresso Nacional está cada vez mais convicto de que será inexorável a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CMPI) para investigar o ministro da Justiça, Sérgio Moro, ex-juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba por conluio com integrantes da força-tarefa Lava Jato.
A sexta reportagem do site Intercept Brasil revelou que Moro, após depoimento de Lula no caso tríplex, ordenou a procuradores do Ministério Público Federal do Paraná (MPF-PR) que divulgassem nota à imprensa para desmontar o ‘showzinho da defesa’ do ex-presidente da República. O sistema penal acusatório previsto na Constituição Federal proíbe veementemente que o julgador atue para enfraquecer a defesa reforçando a acusação. A falta de imparcialidade do julgador causa nulidade absoluta de sentença. Advogados pedem afastamento de Moro por lesão à moralidade Deputados e senadores dizem que há base material para sustentar uma CPMI para investigar indícios de atuação criminosa do ex-juiz Sérgio Moro e de procuradores da Lava Jato no exercício da função jurisdicional. Paralelamente, congressistas das duas Casas estudam a possibilidade de pedir a prisão preventiva do ministro da Justiça junto ao Supremo Tribunal Federal (STF). Eles alegam que Moro pode utilizar o aparato estatal para destruir provas que o incriminem. A mesma opinião compartilha o cientista político Alberto Carlos de Almeida, autor do Livro “A cabeça do brasileiro” que escreveu no Twitter que existem elementos suficientes para a prisão preventiva do ex-juiz Sérgio Moro. “Neste momento, ele pode estar destruindo as provas”. A defesa de Lula também estuda medidas cautelares contra o ex-juiz Sérgio Moro, pois, segundo dirigentes petista, estão presentes os requisitos para a decretação da prisão preventiva do ministro da Justiça pelo STF. O ministro da Justiça, Sérgio Moro, em entrevista ao Estadão, desafiou o Intercept a publicar novas matérias sobre a perseguição política e ideológica a Lula. “Publiquem tudo se quiserem”, provocou o ex-juiz, que logo no início da noite desta sexta obteve a resposta com mais uma “bomba” lançada pelo site fundado pelo jornalista Glenn Greenwald. “Temos áudios deles [Moro e procuradores da Lava Jato] em aplicativos como WhatsApp e Telegram”, adiantou Greenwald.
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Julio Take

Júlio Take, nasceu em Maringá-Paraná em 1967. Teve a primeira experiência profissinal em 1986, no O Jornal de Maringá. após essa primeira experiencia, trabalhou um tempo em Cascavel e Foz do Iguaçu. Após alguns anos militando na imprensa da região oeste do estado do Paraná, foi convidado a integrar a equipe da Agência de Notícias News.

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