Moro tinha conhecimento da operação que matou miliciano ligado a Flávio Bolsonaro


Adriano da Nóbrega e Sérgio Moro.(Foto montagem)

Como responsável pela Polícia Federal Sergio Moro, o Ministério da Justiça foi informado com antecedência sobre a ação que matou o ex-capitão do Bope, Adriano da Nóbrega, miliciano que liderava o Escritório do Crime do Rio de Janeiro e é ligado ao atual senador Flávio Bolsonaro (Sem partido-RJ).

A Polícia Civil carioca foia responsável pelo sinal de alerta e buscou a  ajuda da Polícia Federal e até o apoio de um helicóptero e agentes do órgão federal, para desencadear a ação. 
Segundo a Folha de São Paulo, em sua coluna Painel, A PF solicitado o pedido de formalização. O jornal ainda afirma que, "mas isso não teria sido feito", na edição desta segunda-feira (10) da Folha de S.Paulo.
Em nota ao jornal, o Ministério que tem comandado de Moro disse que não teve envolvimento com a operação e que “não haveria nenhum motivo para disponibilizar helicópteros e policiais para a captura de apenas um foragido com esconderijo identificado”.
Corregedoria
A Corregedoria da Polícia Civil do Rio de Janeiro informou no domingo (9) que vai abrir investigação sobre a morte do ex-capitão do Bope.
A finalidade é apurar se o miliciano não foi alvo de uma operação de queima de arquivo, conforme ele teria declarado o advogado, Paulo Emílio Catta Preta.

Adriano da Nóbrega foi morto na manhã de domingo (9) em operação policial na cidade de Esplanada (BA). Ele estava escondido em um sítio que pertence a Gilson Lima, conhecido como Gilsinho da Dedé, um vereador da cidade, filiado ao PSL – o mesmo partido que serviu para a eleição de Jair Bolsonaro para a Presidência.
O vereador declarou disse que "estava surpreso" com a informação de que o miliciano estava em seu sítio, e negou conhecer o ex-PM.
“Fui informado por um vizinho, que estava tendo uma operação e me perguntou se estava sabendo de alguma coisa. Estou viajando e não tinha informação”, comentou o parlamentar.

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Julio Take

Júlio Take, nasceu em Maringá-Paraná em 1967. Teve a primeira experiência profissinal em 1986, no O Jornal de Maringá. após essa primeira experiencia, trabalhou um tempo em Cascavel e Foz do Iguaçu. Após alguns anos militando na imprensa da região oeste do estado do Paraná, foi convidado a integrar a equipe da Agência de Notícias News.

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