Lava Jato denuncia 20 anos de corrupção no Pedágio do Paraná



A força-tarefa Lava Jato do Ministério Público Federal no Paraná (MPF/PR) em conjunto com procuradores da República de Ponta Grossa, Paranavaí e Apucarana (PR) apresentaram na terça-feira (28), duas denúncias contra a organização criminosa responsável por desviar o valor estimado de R$ 8,4 bilhões por meio de supressões de obras rodoviárias e aumento de tarifas em concessões do Anel de Integração.
Os crimes estão relacionados às investigações da operação Integração, que apontaram a existência, ao longo de quase duas décadas, de uma prática consolidada de pagamento de propina pelas concessionárias que operam o Anel de Integração do Paraná. Os subornos eram pagos para obtenção de favorecimentos contratuais que excluíam obras e aumentavam tarifas.
  • Na acusação contra os agentes públicos, foram denunciados o ex-governador Beto Richa e seu irmão, Jose Richa Filho (Pepe Richa), ex-secretário de Infraestrutura e Logística do estado, e mais oito pessoas, pelos crimes de organização criminosa e corrupção passiva. Segundo a força-tarefa, os dois irmãos comandaram o esquema de propinas das rodovias federais no Paraná.
  • Já na acusação relacionada aos empresários, foram denunciados ex-presidentes das concessionárias Econorte, Viapar, Ecocataratas, Caminhos do Paraná, Rodonorte e Ecovia pelos crimes de corrupção ativa, organização criminosa e lavagem de dinheiro. O empresário João Chiminazzo Neto foi denunciado como principal operador financeiro do esquema criminoso.
SUPERFATURAMENTO:
De acordo com a denúncia, as irregularidades começaram na apresentação da proposta comercial das concessionárias, em 1997. Um laudo pericial de caráter oficial confirmou que o custo de serviços e obras estava propositadamente superfaturado pelas concessionárias. Em delação premiada, o ex-diretor do DER, Nelson Leal Junior confirmou a informação.

O superfaturamento inicial permitiu uma tarifa básica mais alta que elevava arbitrariamente os lucros das empresas. Além disso, a adoção de um critério utilizado para calcular os investimentos das concessionárias nas rodovias, permitiu que as mesmas se desobrigassem de concluir as obras, sob a alegação de que a meta financeira já teria sido cumprida.
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Julio Take

Júlio Take, nasceu em Maringá-Paraná em 1967. Teve a primeira experiência profissinal em 1986, no O Jornal de Maringá. após essa primeira experiencia, trabalhou um tempo em Cascavel e Foz do Iguaçu. Após alguns anos militando na imprensa da região oeste do estado do Paraná, foi convidado a integrar a equipe da Agência de Notícias News.

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