“Nenhuma a menos! A vida pede passagem!” Hoje tem ato público contra o feminicídio

Por Diniz Neto

Mobilização está marcada para as 16 horas, em frente à Catedral

Neste sábado, 1º de fevereiro, às 16 horas, em frente à Catedral de Maringá, acontecerá um ato público de repúdio contra o feminicídio. O ato está sendo organizado por mulheres e artistas de Maringá, Curitiba e outras cidades, de forma autônoma e espontânea, em protesto à violência de gênero e em memória daquelas que morreram por serem mulheres.

Eventos simultâneos estão marcados para acontecer em Curitiba, Florianópolis, Campo Grande e em outras cidades brasileiras e de outros países (em algumas cidades os eventos acontecerão no dia 8 de fevereiro).

A motivação do evento foi a morte trágica da bailarina Maria Glória, a Magó, na madrugada do último domingo, nas proximidades da cachoeira Massambani, em Mandaguari.

Apesar disto, o ato tem como objetivo representar o protesto e a dor pela violência praticada contra todas as mulheres. Uma delas, Jaciara Kogler, 28 anos, que foi morta pelo marido com 25 facadas, em Sarandi, no sábado 18 de janeiro.

COLETIVO -  Além de expressar o repúdio contra todos os feminicídios e brutalidade contra as mulheres, todos são convidados. A mobilização não tem ideologia, tem sentimentos, não tem partidos, é de todos que respeitam os semelhantes e amam a vida.

A luta pelo fim da violência contra a mulher, a luta contra todos os tipos de violência, não tem donos e divisões, é de todos que amam seus semelhantes e celebram a vida!

Durante os último 20 anos, muitos crimes brutais foram cometidos contra mulheres, em Maringá e região. O ato é um movimento consciente, de pessoas que querem e vão registrar, com a sua presença, a sua indignação com tanta covardia e desumanidade.

Serviço:
ATO DE REPÚDIO AO FEMINICÍCIO
Sábado, 1º de fevereiro, 16 horas, em frente à Catedral de Maringá
Logo depois, às 19h30, será realizada Missa de 7º Dia por Maria Glória Poltronieri Borges, a Magó.



Magó, dedicada à arte e à espiritualidade

Maria Glória Poltronieri Borges era artista e produtora de Maringá, dedicada à pesquisa em dança, improvisação e na educação somática. Formada em Ballet Clássico, em 2011 iniciou sua pesquisa e estudos em Dança Contemporânea, Contato Improvisação e métodos de Educação Somática como Feldenkrais, e Técnica de Alexander. Integrou a Cia Carne Agonizante (SP) com direção de Sandro Borelli (2014 à 2016) e o Núcleo Improvisação em Contato/NIC (SP) com direção de Ricardo Neves (2014 à 2017). Estudou Circo na Associazone ArterEGO (BO-ITA) em 2017 através da Cia Duo Due, iniciou e desenvolveu os trabalhos “Onomatopéias Silenciosas”, a pesquisa e criação do espetáculo “Fragile” junto a Ana Clara Poltronieri sua parceira e irmã. Em 2019 em parceria com a DJ Chá di Lirian o espetáculo “Noite Oceânica, Geral Sentiu”.

Produtora e Articuladora Cultural, idealizou diversos projetos em benefício da cidade de Maringá, como o ProjecT.aTo – A Dança como Ato, o Ciclo de Vivências em Danças Circulares Sagradas e a Formação Continuada em Dança. É praticante de Capuêra Angola e percussionista 
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Julio Take

Júlio Take, nasceu em Maringá-Paraná em 1967. Teve a primeira experiência profissinal em 1986, no O Jornal de Maringá. após essa primeira experiencia, trabalhou um tempo em Cascavel e Foz do Iguaçu. Após alguns anos militando na imprensa da região oeste do estado do Paraná, foi convidado a integrar a equipe da Agência de Notícias News.

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