Defesa do Consumidor discute medida da Anatel que suspendeu programação do canal Fox

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A polêmica começou quando a Fox passou a oferecer conteúdos lineares pela internet diretamente ao assinante
A Comissão de Defesa do Consumidor realiza audiência pública na próxima quinta-feira (12) para discutir a medida da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que proibiu o canal de TV por assinatura Fox de oferecer programação linear, diretamente ao usuário pela internet. O debate foi pedido pelo deputado Celso Russomanno (Republicanos-SP).
A polêmica em torno do tema começou quando a Fox passou a oferecer conteúdos lineares pela internet diretamente ao assinante por meio dos serviços FOX+ e FOX Premium.
A operadora Claro questionou junto à Anatel a oferta do serviço, dando origem a uma cautelar da agência, em fevereiro deste ano, suspendendo a oferta dos serviços. Esta decisão da Anatel levou a Fox à Justiça, conseguindo uma liminar para derrubar a cautelar. Na semana passada, nova decisão judicial revogou a liminar que permitia a venda direta pela internet dos canais da Fox. Com a decisão, a medida cautelar emitida pela Anatel que proíbe esse tipo de comercialização fica restaurada.
Proposta legislativa
O assunto levou à apresentação de propostas legislativas. A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática está analisando o Projeto de Lei 4292/19, que equipara plataformas que distribuem conteúdo audiovisual na forma de canais ou pacotes pela internet às TVs pagas.
As TVs pagas são submetidas às regras previstas na chamada Lei do  Serviço de Acesso Condicionado (SeAC - Lei 12.485/11). A ideia do autor da proposta, deputado Paulo Teixeira (PT-SP), é que prestadoras do mesmo serviço independentemente da tecnologia obedeçam às mesmas regras.
Foram convidados para a audiência:
- o superintendente de Competição da  Anatel, Abraão Balbino e Silva;
- o vice-presidente de Relações Institucionais da Claro, Fábio Augusto Andrade;
- o presidente da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) Paulo Tonet Camargo;
- o presidente da Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abratel), Márcio Novaes; e
- o diretor-executivo da Fundação Procon/SP, Fernando Capez.
Hora e local
A audiência será às 10 horas, em plenário a definir, e será interativa.
Fonte: Agencia Câmara

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Julio Take

Júlio Take, nasceu em Maringá-Paraná em 1967. Teve a primeira experiência profissinal em 1986, no O Jornal de Maringá. após essa primeira experiencia, trabalhou um tempo em Cascavel e Foz do Iguaçu. Após alguns anos militando na imprensa da região oeste do estado do Paraná, foi convidado a integrar a equipe da Agência de Notícias News.

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