Seguridade promove audiência para discutir possíveis reações à vacinação contra HPV no Acre

EBC - Agência Brasil
A vacina contra HPV é aplicada desde 2014 em meninas entre 9 e 14 anos e meninos de 11 a 14 anos
A Comissão de Seguridade Social e Família promove audiência pública na quarta-feira (20) para discutir a ocorrência de manifestações psicogênicas após a vacinação contra HPV no estado do Acre. O debate atende requerimento das deputadas Jéssica Sales (MDB), Perpétua Almeida (PCdoB) e Mara Rocha (PSDB), todas da bancada do Acre.
As autoras lembram que desde 2014 o Ministério da Saúde disponibiliza a vacina contra o HPV no Sistema Único de Saúde (SUS) para meninas com idade entre 9 e 14 anos e meninos de 11 a 14 anos. O objetivo da vacinação contra HPV no Brasil é prevenir câncer de colo do útero e outros, refletindo na redução da incidência e da mortalidade pelas enfermidades.
Convulsões
"Apesar do reconhecimento da eficácia e segurança da vacina pelos órgãos e autoridades em saúde, a partir do ano de 2018, no Estado do Acre, cerca de 60 meninas apresentaram manifestações psicogênicas, segundo familiares, apresentados após a vacinação contra HPV", observam as autoras do requerimento. São casos de convulsões, desmaios e fraqueza, que levaram o Ministério da Saúde a decidir por um plano de ação com o governo do Acre e a Universidade de São Paulo (USP) para averiguar se as manifestações estão correlacionadas à vacina.
Foram convidados para a audiência:
- o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta;
- o secretário de Saúde do Acre, Alysson Bestene;
- o diretor do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP,  José Galluci Neto;
- a médica psiquiatra do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, Inah Carolina Galatro Faria Proença;
- o médico psiquiatra e Coordenador de Pesquisa do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, Renato Luiz Marchetti;
- a conselheira Federal do Conselho Regional de Medicina do Acre, Dilza Terezinha Ambros Ribeiro; e
- o promotor titular da Promotoria de Saúde do Ministério Público do Acre, Gláucio Ney Shiroma.
Hora e localA audiência será às 16h30, no plenário 7, e será interativa. 
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Julio Take

Júlio Take, nasceu em Maringá-Paraná em 1967. Teve a primeira experiência profissinal em 1986, no O Jornal de Maringá. após essa primeira experiencia, trabalhou um tempo em Cascavel e Foz do Iguaçu. Após alguns anos militando na imprensa da região oeste do estado do Paraná, foi convidado a integrar a equipe da Agência de Notícias News.

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