Ação preventiva busca educar sobre respeito à legislação ambiental



A Operação Ipojuca (água suja em tupi) começou hoje, 8, embargando três empresas com infrações ambientais. Foram vistoriadas 15 empresas com o trabalho seguindo até o meio da tarde. A operação une Secretaria de Meio Ambiente e Sanepar e volta às ruas na próxima segunda, 11. Hidrobacia na região do Mandacaru foi mapeada com 384 empresas com potencial poluidor. "A intenção é educar para o cumprimento da legislação ambiental. O empresário pode nos procurar ou a Sanepar para regularizar sua situação e evitar a fiscalização. E, eventualmente, autuação por alguma irregularidade", explica o secretário de Meio Ambiente e Bem Estar Animal, Marco Antônio Azevedo.

A parceria inédita começou com reunião das equipes de agentes e fiscais no início da manhã, na praça Reinaldo Guanaes Bittencourt Filho, na avenida Mandacaru. Grupos receberam orientações e saíram a campo. Logo uma das primeiras fiscalizações encontrou várias irregularidades. Oficina de caminhões na avenida Colombo foi vistoriada por quase 2 horas. Não foi apresentado alvará de funcionamento.

Caixa separadora de efluentes não cumpria sua função. Só acumula óleo diesel. Recipiente estava cheio de óleo e com resíduos sólidos, como lata, plásticos, estopas, que não deveriam estar no espaço. Também não foi apresentado certificado de destinação dos resíduos. Produto é altamente contaminante se jogado na rede pluvial e chegar aos córregos.

Local abrigava 12 veículos, entre caminhões e carros. Funcionários alegaram que não havia atividade no local, mas eles trabalhavam em alguns caminhões quando a fiscalização chegou. Outro problema encontrado foi uma fossa inutilizada cheia de garrafas, com risco de foco de dengue. Dono da empresa foi comunicado, mas não compareceu. Proprietário do terreno foi chamado, foi ao local e recebeu orientações da prefeitura e Sanepar.

Empresa foi interditada e teve atividades embargadas. A Ipojuca vai monitorar local entre hoje e segunda-feira. Voltará na terça-feira para verificar se orientações foram seguidas. Dono deve comparecer na Sema com documentação da empresa. 

Como o objetivo da operação não é repressivo, fiscais deram oportunidade de retirar os veículos que estivessem com conserto terminado. E que deve ser feito uma relação do que há no terreno e justificar a utilização na companhia. Caso orientações não sejam cumpridas, será aplicada multa de R$ 10 por m².

Também foram embargadas uma fábrica de tintas, na estrada Araçá, com alvará provisório já vencido. E um lava-jato na avenida Mandacaru, sem licença ambiental e sem destinação de resíduos. Era uma borracharia e não tem alvará para atual atividade. Empresas foram orientadas a atualizar situação na prefeitura para que sejam vistoriadas novamente e conseguir alvará. O restante vistoriado está em dia com documentação e procedimentos. Operação Ipojuca será atividade constante pelo meio ambiente maringaense.
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Julio Take

Júlio Take, nasceu em Maringá-Paraná em 1967. Teve a primeira experiência profissinal em 1986, no O Jornal de Maringá. após essa primeira experiencia, trabalhou um tempo em Cascavel e Foz do Iguaçu. Após alguns anos militando na imprensa da região oeste do estado do Paraná, foi convidado a integrar a equipe da Agência de Notícias News.

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