Último LIRA do ano aponta médio índice de infestação


O Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRA) divulgado hoje à tarde, 30, pela Secretaria de Saúde, é de 1,2%. É risco médio dentro das convenções de Saúde. Há bairros com baixo e médio risco e nenhum com alto risco de dengue em Maringá. LIRA foi feito entre 7 e 11 de outubro. Maringá tem esse ano 3762 notificações, sendo 990 casos positivos e duas mortes. Contra 1046 notificações e 12 casos positivos em 2018.

Situação é de alerta porque caso chova em dias seguidos, os focos e casos podem aumentar. O primeiro LIRA realizado em janeiro apontou 4,2% de infestação, no segundo em abril caiu para 1,4% e no terceiro em julho foi de 1,3%. O próximo levantamento será em janeiro de 2020.

Secretário de Saúde, Jair Biatto, alerta para que a população tenha cuidados com os quintais das casas. Isso porque a maior parte dos focos foi encontrada em lixos. Há bairros que grande percentual está nessa situação. Geralmente em quintais. O lixo é principal foco do Aedes aegypti no Paris VI com 86,6%, na Vila Esperança é de 83,3%, na Vila Vardelina é de 75%, no Ney Braga é de 73,3%, no Jardim Quebec é de 71,8%, Alvorada III com 71,4%, no Mandacaru é de 63,3%. No geral, 40,9% dos focos do mosquito em Maringá está nos lixos. "O indivíduo tem que cuidar dos próprios espaços e não precisa de bota-fora da prefeitura para isso", indica Biatto.

A gerente da Vigilância de Zoonoses e Vetores, Suelen Teixeira Faria, informa que o baixo índice do LIRA aconteceu por uma combinação entre clima e mudança de ação da Secretaria de Saúde no segundo semestre.

Há período de seca com poucas chuvas. E também que os agentes fizeram trabalho integrado com equipes de Saúde da Família, distribuídos entre as Unidades Básicas de Saúde (UBS) de acordo com a quantidade de imóveis, em áreas específicas. Também houve a criação da Equipe Volante, com nove agentes atuando em casos pontuais. Como locais de difícil acesso ou bairro com muitas notificações. Um grupo com 11 agentes recebeu certificado por treinamento feito em parceria com a Escola de Saúde Pública do Paraná.

FOCOS DE DENGUE:
• 40,9% - lixo
• 32,9% - pequenos depósitos móveis (vaso, prato)
• 14,1% - depósitos baixos (tanque, barril, poço)
• 5,8% - depósitos fixos (obras, calhas)
• 4,5% - depósitos naturais (folha, tronco)
• 1,5% - caixa d´água
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Julio Take

Júlio Take, nasceu em Maringá-Paraná em 1967. Teve a primeira experiência profissinal em 1986, no O Jornal de Maringá. após essa primeira experiencia, trabalhou um tempo em Cascavel e Foz do Iguaçu. Após alguns anos militando na imprensa da região oeste do estado do Paraná, foi convidado a integrar a equipe da Agência de Notícias News.

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