Especialistas afirmam que Brasil caminha devagar para tornar cidades inteligentes

Assunto foi debatido em seminário na terça-feira na Câmara
Especialistas dizem que o Brasil caminha a passos mais lentos do que o desejável quando se fala em cidades inteligentes, humanas e sustentáveis. O assunto foi discutido na terça-feira (8) em um seminário promovido pelo Centro de Estudos e Debates Estratégicos da Câmara dos Deputados (Cedes).
O seminário foi dividido entre o uso de tecnologias inteligentes e sensitivas; a sustentabilidade; a sociedade inovadora e altamente qualificada; a governança mediada por tecnologia e participação cidadã; e a economia baseada em conhecimento.
Um dos relatores do tema no Cedes, o deputado Francisco Jr. (PSD-GO), definiu uma cidade inteligente.
"Ela busca reunir todas as condições para se viver melhor - usando, para isso, todas as tecnologias, focando na qualidade de vida da pessoa, para que ela possa viver, se locomover, trabalhar, usar a cidade de forma mais inteligente, aproveitando mais os recursos de forma sustentável", explicou.
Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Seminário do Centro de Estudos e Debates Estratégicos da Câmara dos Deputados
Um dos exemplos de sucesso citado é a cidade de Juazeiro do Norte, no Ceará, polo tecnológico no Nordeste, que caminha a passos largos para se tornar uma cidade inteligente. A coordenadora de pesquisas do Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS), Débora Albu, afirma que há muitas iniciativas nos níveis federal, estadual e municipal. Ela reconhece que o setor público contribui bastante, mas não o suficiente.
"Mas a gente também precisa do setor privado, da academia liderando esse processo, e também da sociedade civil, seja organizada ou não organizada. E, por fim, a gente precisa dos cidadãos. Uma das perguntas que apareceu lá é: 'Quem faz a cidade inteligente?' E quem faz somos todos nós", disse.
Inteligência brasileira
Para o presidente da Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex), Ruben Delgado, o Brasil ainda se encontra na posição de consumidor de tecnologia, quando poderia ser produtor e exportador, gerando divisas para o país. Segundo ele, é necessário incentivar e aproveitar a inteligência brasileira.
"Precisamos atrair e reter talentos. Nós somos exportadores de cabeças para o mundo lá fora, temos vários jovens trabalhando nos Estados Unidos e em outros países. Temos que ter políticas públicas para pegar esse jovem, que é talentoso, que tem conhecimento técnico, para ficar no nosso país. E isso se faz através de políticas públicas."
Problemas e soluções
O objetivo do evento foi discutir os novos conceitos e instrumentos capazes de gerar inovação e melhorias para cidades e cidadãos brasileiros. A partir do seminário e de outras reuniões sobre as cidades inteligentes, o Centro de Estudos e Debates Estratégicos pretende identificar os principais problemas relacionados à questão e propor soluções.
Fonte: Agência Câmara
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Julio Take

Júlio Take, nasceu em Maringá-Paraná em 1967. Teve a primeira experiência profissinal em 1986, no O Jornal de Maringá. após essa primeira experiencia, trabalhou um tempo em Cascavel e Foz do Iguaçu. Após alguns anos militando na imprensa da região oeste do estado do Paraná, foi convidado a integrar a equipe da Agência de Notícias News.

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