Declaração de Carlos Bolsonaro repercute entre deputados no Plenário

Vários deputados usaram o Plenário da Câmara para comentar a declaração do vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, que questionou a eficácia da democracia pelas redes sociais.
"Por vias democráticas a transformação que o Brasil quer não acontecerá na velocidade que almejamos... e se isso acontecer. Só vejo todo dia a roda girando em torno do próprio eixo e os que sempre nos dominaram continuam nos dominando de jeitos diferentes!", escreveu o vereador em seu perfil no Twitter.
Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Eduardo Bolsonaro: “O que Carlos Bolsonaro falou não tem nada demais. As coisas na democracia demoram, precisam de debate, ele falou só isso"
As declarações já foram criticadas pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e foram alvo de diversos parlamentares nesta terça-feira (10).
Quem saiu em defesa de Carlos Bolsonaro foi seu irmão, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). Ele minimizou a publicação e atacou os deputados de oposição, a quem chamou de “amantes de ditaduras de esquerda”.
“O que Carlos Bolsonaro falou não tem nada demais. As coisas na democracia demoram, precisam de debate, ele falou só isso. O tempo do Congresso é diferente do tempo da sociedade”, declarou.
Críticas
O líder do PT, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), cobrou uma manifestação formal do Parlamento e dos outros poderes da República. “Não podemos aceitar que esse desprezo pela democracia, uma marca deste governo, seja tratado com naturalidade”, afirmou.
Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Ivan Valente: há uma naturalização da barbárie nos altos escalões da República
O líder do Psol, deputado Ivan Valente (SP), também disse que há uma “naturalização da barbárie” nos altos escalões da República. Para o deputado Marcelo Freixo (Psol-RJ), as declarações são inadmissíveis. “Temos que rechaçar esse posicionamento medíocre e autoritário.”
A deputada Maria do Rosário (PT-RS) destacou que a democracia está prevista na Constituição. “A democracia não é opção do Parlamento”, disse.


Líder do PDT, o deputado André Figueiredo (CE) também afirmou que os deputados vão reagir contra o que chamou de “banalização de absurdos”. “Essas 'asneiras', se levadas a sério, podem comprometer o País”, afirmou.
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Julio Take

Júlio Take, nasceu em Maringá-Paraná em 1967. Teve a primeira experiência profissinal em 1986, no O Jornal de Maringá. após essa primeira experiencia, trabalhou um tempo em Cascavel e Foz do Iguaçu. Após alguns anos militando na imprensa da região oeste do estado do Paraná, foi convidado a integrar a equipe da Agência de Notícias News.

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