Comissão aprova projeto que proíbe som alto no transporte coletivo e nos prédios públicos

A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou proposta que proíbe o uso de aparelhos sonoros ou musicais – como caixas de som e celulares usados com essa finalidade – no transporte coletivo e nos prédios públicos.
Os parlamentares aprovaram o substitutivo do relator, deputado Júnior Bozzella (PSL-SP), ao Projeto de Lei 1408/19. Ele incorporou ao texto original,  que proíbe o som apenas no transporte coletivo, o projeto apensado (PL 2794/19), que veda o alto falante nos transportes intermunicipais e interestaduais e também nos prédios públicos.
Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Júnior Bozzella: caixas de som e celulares têm de ser usados com bom senso
Som proibido
O poder público deverá afixar cartazes nos veículos de transporte coletivo e nos prédios públicos para informar a população sobre a proibição, que abrange os ônibus, micro-ônibus, vans, peruas, lotações, todos os tipos de veículos sobre trilhos e também as embarcações destinadas ao transporte coletivo de passageiros.
Quem descumprir a norma poderá ser retirado do veículo, inclusive com a intervenção policial.
Bozella ressaltou que os avanços tecnológicos ampliaram a capacidade de aparelhos sonoros e de celulares, que precisam ser utilizados com bom senso.
“É incômodo estar a caminho do trabalho ou ao final de um dia cansativo ter de tolerar músicas em altura incompatível com a de um ambiente normal, principalmente se a música não satisfaz o seu interesse”, afirmou.
Ele destacou ainda que alguns municípios já proíbem o som alto nos meios de transporte coletivo diante da reclamação dos usuários.
Exceções
A proposta autoriza apresentações de curta duração feitas por artistas ou a reprodução de música leve e em volume baixo pelos alto-falantes do próprio veículo. As exceções, segundo o relator, amparam as manifestações de pessoas ou grupos que usam o transporte ou a rua como forma de ganhar dinheiro em troca de apresentação cultural.
Tramitação
A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
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Julio Take

Júlio Take, nasceu em Maringá-Paraná em 1967. Teve a primeira experiência profissinal em 1986, no O Jornal de Maringá. após essa primeira experiencia, trabalhou um tempo em Cascavel e Foz do Iguaçu. Após alguns anos militando na imprensa da região oeste do estado do Paraná, foi convidado a integrar a equipe da Agência de Notícias News.

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