Receita identifica empresas criadas para fraudes fiscais


Operação da Receita Estadual fiscalizou 13 empresas suspeitas de serem “noteiras”, ou seja, criadas apenas para emissão de notas fiscais (documentos fiscais eletrônicos) fraudulentas, para acobertar crimes e sonegação de impostos. A operação foi na quinta-feira (29).
Numa primeira avaliação, essas empresas seriam responsáveis por um desvio de R$ 33,5 milhões. Elas são da área de cobertura da Delegacia Regional de Curitiba (5), Londrina (5), Maringá (1), Pato Branco (1) e Jacarezinho (1); todas do ramo de comercialização de produtos agrícolas primários e, apenas uma, de metais (alumínio). “Em Londrina a operação contou com o apoio do Gaeco, onde algumas já estavam sendo investigadas há cerca de dois meses”, conta o delegado regional da Receita local, José Carlos Guidotti.
De acordo com ele, essas empresas obtêm licença de forma regular, mas acabam funcionando como “laranjas”, usadas para fraudes ficais, como a emissão de documentos fiscais para documentar vendas efetuadas por outras empresas, ou para gerar créditos indevidos de ICMS.
Os auditores-fiscais visitaram as empresas sob a coordenação do Setor de Pesquisa e Investigação da Receita Estadual. Agora, haverá um trabalho conjunto com o Ministério Público para que sejam convocados os sócios e contadores para identificar quem são os verdadeiros proprietários de tais empresas.
De acordo com a Inspetoria Geral de Fiscalização, numa próxima etapa, serão notificados os fornecedores e destinatários, visando a comprovação da efetividade das transações. Operações como esta serão constantes no Estado.
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Julio Take

Júlio Take, nasceu em Maringá-Paraná em 1967. Teve a primeira experiência profissinal em 1986, no O Jornal de Maringá. após essa primeira experiencia, trabalhou um tempo em Cascavel e Foz do Iguaçu. Após alguns anos militando na imprensa da região oeste do estado do Paraná, foi convidado a integrar a equipe da Agência de Notícias News.

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